quinta-feira, 24 de março de 2011

Bouguereau - detalhe e perfeição

"The youth of Bacchus"

"Maternal Admiration"

"Young girl defending herself against Eros"

"Les Noisettes"

terça-feira, 8 de março de 2011

Quando não se tem o que fazer (mas algo a dizer)...

Não posso dar vazão
Ao que tem soterrado
No escuro de mim.

É que o coração
Está habituado
A tentar fugir.

Se eu me trancasse,
Sozinha ficasse e sem medo
Gritasse,
Será que o embaço,
O chorume do negligenciado,
Sairiam de mim?
...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Essa paixão

É como esperar cartas que não vão chegar
É como esperar o tempo e ele não passar
É como se render de um crime que não cometeu
É como lembrar do que ninguém te deu
É como destruir sem tocar
É como desejar sem possuir
É como sentir sem queimar
É como dor
É como amar e não amor.

Ver-te de longe, oh!, que tentação!


domingo, 13 de fevereiro de 2011

.

Ele abriu a porta
e o vento entrou.

Ambos não sabiam que o amor voltaria assim
tão leve.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Criando tradições - só pra movimentar o asfalto

Caixa de Pandora às avessas

Essa noite acordei de um sonho intranquilo
E ficou na minha memória uma ideia de caixa de Pandora às avessas.
Eu despejaria todas as boas lembranças nela
E a deixaria em baixo da cama ou em cima do armário.
Assim, quando algo de mau me abatesse,
Puxaria de dentro da caixa um daqueles dias
E o pregaria na parede pra me alegrar.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Estou sem sono e sem palavras



Antes eu sonhava, agora já não durmo

Quando foi que competimos pela primeira vez?

O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe

Não entendo terrorismo, falávamos de amizade.


Não estou mais interessado no que sinto

Não acredito em nada além do que duvido
Você espera respostas que eu não tenho mas

Não vou brigar por causa disso

Até penso duas vezes se você quiser ficar.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Espelho



Há um vazio pulsando no meu peito
Há um buraco negro saindo pela minha boca
Por estes lábios já passaste - perdeu-te
Nesta casa já entraste - perdeu-te

Entre mim e ti, este abismo
O eu que me foi bate à porta e me reconhece
Não posso escolher se comigo ou conosco fico
Pois os eus que me apresento e os eus que me foram
Não permitem

Muito prazer, eu sou teu passado
Tua sombra, tua angústia
O cordão que nos liga te leva a crer
Que o teu filho de mim depende
E tua felicidade também

Te revela a ti mesmo
Cai no abismo para então te remontar
Que o presente a ti pertence
Não me culpes pelo teu medo de amar
A sorte já foi lançada
Cabe a ti saber jogar