É como esperar cartas que não vão chegar
sábado, 26 de fevereiro de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Criando tradições - só pra movimentar o asfalto
Caixa de Pandora às avessas
Essa noite acordei de um sonho intranquilo
E ficou na minha memória uma ideia de caixa de Pandora às avessas.
Eu despejaria todas as boas lembranças nela
E a deixaria em baixo da cama ou em cima do armário.
Assim, quando algo de mau me abatesse,
Puxaria de dentro da caixa um daqueles dias
E o pregaria na parede pra me alegrar.
Essa noite acordei de um sonho intranquilo
E ficou na minha memória uma ideia de caixa de Pandora às avessas.
Eu despejaria todas as boas lembranças nela
E a deixaria em baixo da cama ou em cima do armário.
Assim, quando algo de mau me abatesse,
Puxaria de dentro da caixa um daqueles dias
E o pregaria na parede pra me alegrar.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Estou sem sono e sem palavras

Antes eu sonhava, agora já não durmo
Quando foi que competimos pela primeira vez?
O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe
Não entendo terrorismo, falávamos de amizade.
Não estou mais interessado no que sinto
Não acredito em nada além do que duvido
Você espera respostas que eu não tenho mas
Não vou brigar por causa disso
Até penso duas vezes se você quiser ficar.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Espelho

Há um vazio pulsando no meu peito
Há um buraco negro saindo pela minha boca
Por estes lábios já passaste - perdeu-te
Nesta casa já entraste - perdeu-te
Entre mim e ti, este abismo
O eu que me foi bate à porta e me reconhece
Não posso escolher se comigo ou conosco fico
Pois os eus que me apresento e os eus que me foram
Não permitem
Muito prazer, eu sou teu passado
Tua sombra, tua angústia
O cordão que nos liga te leva a crer
Que o teu filho de mim depende
E tua felicidade também
Te revela a ti mesmo
Cai no abismo para então te remontar
Que o presente a ti pertence
Não me culpes pelo teu medo de amar
A sorte já foi lançada
Cabe a ti saber jogar
Por estes lábios já passaste - perdeu-te
Nesta casa já entraste - perdeu-te
Entre mim e ti, este abismo
O eu que me foi bate à porta e me reconhece
Não posso escolher se comigo ou conosco fico
Pois os eus que me apresento e os eus que me foram
Não permitem
Muito prazer, eu sou teu passado
Tua sombra, tua angústia
O cordão que nos liga te leva a crer
Que o teu filho de mim depende
E tua felicidade também
Te revela a ti mesmo
Cai no abismo para então te remontar
Que o presente a ti pertence
Não me culpes pelo teu medo de amar
A sorte já foi lançada
Cabe a ti saber jogar
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Dia qualquer

Eu queria escrever uns versinhos
Que me ajudassem a descobrir
Sentir assim afinal não é legal.
Assobio à janela à procura de inspiração
O pássaro a pedra a negra o cachorro
Doce solidão.
Passou o rapaz, aquele de corpo esguio
Queria cantar, vem aqui na janela?
Meu coração em chamas - os lábios frios.
Passou. Eu só queria uma motivação...
Passou a velha. Me oferece uma maçã?
Ela arrasta a vida amarrada aos pés.
Por um instante eu quis ser a velha
A caminhar, nem aí pra vida se acabando no chão.
Passou o leiteiro e o cavalo, devagar...
"Eta vida sem graça".
Que me ajudassem a descobrir
Sentir assim afinal não é legal.
Assobio à janela à procura de inspiração
O pássaro a pedra a negra o cachorro
Doce solidão.
Passou o rapaz, aquele de corpo esguio
Queria cantar, vem aqui na janela?
Meu coração em chamas - os lábios frios.
Passou. Eu só queria uma motivação...
Passou a velha. Me oferece uma maçã?
Ela arrasta a vida amarrada aos pés.
Por um instante eu quis ser a velha
A caminhar, nem aí pra vida se acabando no chão.
Passou o leiteiro e o cavalo, devagar...
"Eta vida sem graça".
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Estático

Meu coração é como a velha estante do quarto
De ferro, já desgastada pela ferrugem,
Simples, reta, de linhas secas e bem espaçadas.
Meu coração é como a estante do quarto
Que guarda lembranças como livros velhos empilhados
Que fica parado
Que só guarda e para.
Meu coração é quadrado como a estante bege do quarto
(bege com pontinhos pretos...)
Cada espaço preenchido por variedades, entretido por banalidades.
Meu coração está cheio e pesado como a estante
Está isolado no centro na parede branca
E está perdendo a cor.
Simples, reta, de linhas secas e bem espaçadas.
Meu coração é como a estante do quarto
Que guarda lembranças como livros velhos empilhados
Que fica parado
Que só guarda e para.
Meu coração é quadrado como a estante bege do quarto
(bege com pontinhos pretos...)
Cada espaço preenchido por variedades, entretido por banalidades.
Meu coração está cheio e pesado como a estante
Está isolado no centro na parede branca
E está perdendo a cor.
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